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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Choro: filho e mãe!



Mãe:


E pronto, aqui estou eu, em mais um desabafo... por vezes sinto-me assim, perdida! Sem saber muito bem qual o rumo a tomar ou se o que tomei, até então, foi o mais acertado...


Estes sentimentos vêm também, assim, do nada. Acordei de manhã neste estado de espírito depois de ontem à noite o meu amor ter chorado imenso para dormir (talvez dentes, talvez excitação para a brincadeira).


Sozinhos em casa, apercebo-me do quão frágeis somos os dois. Eu sem ele nada seria. Por outro lado, por ele nada sou, abdico de tudo por si.


Ao deitá-lo na cama para dormir, agora de manhã, porque estava "caído" de sono, voltou a chorar como nunca... nestas alturas tento pôr em prática tudo o que li, aprendi, mas é exactamente nestas alturas que a confusão me invade e o peito começa a bater desmesuradamente, instala-se o calor e a necessidade de fazer tudo perfeito. A vontade de pegar nele ao colo... e o medo que queira passar a dormecer sempre dessa forma. Foi assim ontem à noite. Peguei uma vez para o acarinhar, depois deitei-o. Repeti 3 ou 4 vezes quando me apercebi que já era só mãnha. Queria o mesmo hoje e eu também queria fazer outra vez. Aconchegá-lo no meu colo. Mas tive de resistir. Contudo, atacaram-me aqueles sentimentos parvos e chorei muito a ouvi-lo chorar. Chorei de verdade. Chorei. Por vezes fico assim, acho que aflita... peito vazio com tudo aqui, tudo o que preciso. Deve ser esta a condição de mãe... será?


Aproxima-se também o dia da partida e as sensações começam a invadir-me. Tenho medo de chorar lá tudo o que quis aqui e não consegui...


Filho, tens sido a minha maior provação. Amo-te, amo-te, amo-te... ficar sem ti um minuto parece uma eternidade.


Estamos quase lá! Agora não podemos ficar fracos, não é?
Na foto ainda faltavam 3 meses para estares nos meus braços.